Definições e orientações

Antes de começar qualquer reflexão julgo essencial que se defina antes as bases do qual essas reflexões surgem… ou seja, que se defina a minha orientação política, social e económica.
Antes demais sou um pragmático. Não acredito por isso em soluções ideais e utópicas, acredito em soluções práticas que produzam resultados visiveis.
Sou também um conservador liberal. Aparente paradoxo? Não, e passo a elaborar.
Acredito no liberalismo e na democracia. Não tenho tendências reaccionarias de regresso a acien regimes nem de regresso aos supostos “bons tempos” do “homem trabalha e a mulher fica em casa” e afins… Simplesmente não acredito na mudança por mudança. Se é para mudar, sendo um pragmático, que seja para lugar melhor. Se é para reformar que seja com sentido e objectivo, que se faça um balanço de prós e contras dessa mudança e que o balanço seja positivo. E, mais importante para mim, que a mudança seja efectuada de modo gradual, pacifico, ou seja, de modo não revolucionário. Não acredito nelas, as revoluções, considerando-as nocivas para o tecido social. Acredito em transições e reformas feitas de forma calma, racional e coerente.
Tenho pois uma visão um pouco organicista da sociedade, uma visão caracterizada pela convicçao que o social é um intricado pano de relações e contra relações de grupos que opondo-se ou aliando-se geram equilibrios. Tal visão sustenta a minha posição contra as revoluções, mas reservo tal reflexão sobre as mesmas para futuro post.
Considero-me um homem do centro politico, moderado e aberto. Sim acredito no centro politico, reformista por natureza, moderado por necessidade, congregando as diversas influências do centro-esquerda e centro-direita.
Economicamente sou muito proximo da visão neo-keynesiana do Estado regulador e corrector dos desiquilibrios da Economia. Acredito na intervenção do Estado onde ela se justifica, como por exemplo para por fim a monopólios. Acredito, como liberal, na necessidade de protecção social de modo a permitir a completa realização da pessoa humana. No entanto vejo como vector essencial à protecção social a responsabilização de quem dela depende. Identifico-me com a visão “Cada um trata de sí, o Estado trata de quem não pode”.
Vejo a necessidade de um Estado forte mas agil, não a maquina pesada e burocrática actual herdada de periodos de socialização por parte do Estado. Um Estado que regule mas não intervenha demasiado na vida privada e individual, um Estado que não tenha complexos de se associar ao sector privado para a resolução dos problemas, pois há coisas que o privado fará tão ou mais eficientemente que o Estado.
Sou economicamente europeista, politicamente euroceptico, pois considero que a Europa politica ainda não é possivel, muito menos no modelo actual. Não acredito na existência do “cidadão europeu”. Considero que tal termo nao passa de uma figura de estilo, nao existindo um “cidadão europeu” mas vários cidadãos das nações europeias. Como tal não concordo com a federalização da UE, nem com as “políticas do directório”.
Não concordo nem com uma visão puramente atlântista ou puramente europeista, considerando uma visão mais globalista, virada para as comunidades portuguesas no exterior, com um aumento da relevancia da CPLP no mundo como principal vector.

Considero que tal descrição será suficiente, senão mesmo para alguns massuda, e que atingi o meu objectivo:
Definir os meus pontos de partida ideológicos de modo a garantir uma melhor compreensão das minhas reflexões.

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